Cine MPB em SP

*** Cine MPB
Convido todos para o evento Cine MPB, que acontece no CCBB-SP de 4 a 14 de janeiro e reúne alguns dos maiores sucessos da produção brasileira recente de longas-metragens documentais, obras voltadas à música de diversas gerações.

Estão presentes produções sobre grandes vultos históricos, como Cartola, Elza Soares, Riachão e Vinícius de Moraes, ao lado de abordagens dedicadas a artistas renovadores e inventivos, como Tom Zé, Jards Macalé, Itamar Assumpção e Arnaldo Baptista.

A programação dedica ainda espaço para astros populares (Wilson Simonal, Gretchen) e para movimentos jovens contemporâneos, como o hip hop, o punk das periferias e o rock brasilense dos anos 1980. Paulinho da Viola, Dominguinhos, Novos Baianos e Titãs completam o cardápio, indicado para cinéfilos e amantes da boa música.

No dia 12 (quinta-feira), às 19h00, está agendado um debate com os críticos José Flávio Jr. (revista Bravo!, projeto Prata da Casa/Sesc Pompéia) e Pedro Alexandre Sanshes (Farofafá.com, colaborador de CartaCapital e Caros Amigos).

A organização é da Associação do Audiovisual e da Klaxon Cultura Audiovisual, a curadoria é minha e de Rafael Sampaio. Mais informações – como trailers e dados sobre os filmes – podem ser acessadas aqui.

CINE MPB – Programação
04/01 quarta-feira
16h30 – O MILAGRE DE SANTA LUZIA de Sergio Roizenblit
18h30 – SAMBA RIACHÃO de Jorge Alfredo
20h30 – PAULINHO DA VIOLA – MEU TEMPO É HOJE de Izabel Jaguaribe

05/01 quinta-feira
16h30 – DAQUELE INSTANTE EM DIANTE de Rogerio Velloso
18h30 – ELZA de Izabel Jaguaribe e Ernesto Baldan
20h30 – SIMONAL – NINGUÉM SABE O DURO QUE DEI de Micael Langer, Cláudio Manoel e Calvito Leal

06/01 sexta-feira
15h00 – JARDS MACALÉ – UM MORCEGO NA PORTA PRINCIPAL de Marco Abujamra
16h30 – GRETCHEN – FILME ESTRADA de Eliane Brum e Paschoal Samora
18h30 – FILHOS DE JOÃO – O ADMIRÁVEL MUNDO NOVO BAIANO de Henrique Dantas
20h30 – FABRICANDO TOM ZÉ de Decio Matos Jr.

07/01 sábado
15h00 – JARDS MACALÉ – UM MORCEGO NA PORTA PRINCIPAL de Marco Abujamra
16h30 – TITÃS, A VIDA ATÉ PARECE UMA FESTA de Branco Mello e Oscar Rodrigues Alves
18h30 – BOTINADA! A ORIGEM DO PUNK NO BRASIL de Gastão Moreira
20h30 – LOKI – ARNALDO BAPTISTA de Paulo Henrique Fontenelle

08/01 domingo
15h00 – FALA TU de Guilherme Coelho
17h00 – PAULINHO DA VIOLA – MEU TEMPO É HOJE de Izabel Jaguaribe
19h00 – VINÍCIUS de Miguel Faria Jr.

11/01 quarta-feira
16H30 – FALA TU de Guilherme Coelho e Nathaniel Leclery
18h30 – O MILAGRE DE SANTA LUZIA de Sergio Roizenblit
20h30 – CARTOLA de Hilton Lacerda e Lírio Ferreira

12/01 quinta-feira
15h00 – VINÍCIUS de Miguel Faria Jr.
17h00 – SIMONAL – NINGUÉM SABE O DURO QUE DEI de Micael Langer, Cláudio Manoel e Calvito Leal
19h00 – Debate com os críticos José Flávio Júnior e Pedro Alexandre Sanches
20h30 – BOTINADA! A ORIGEM DO PUNK NO BRASIL de Gastão Moreira

13/01 sexta-feira
15h00 – ELZA de Izabel Jaguaribe e Ernesto Baldan
16h40 – GRETCHEN – FILME ESTRADA de Eliane Brum e Paschoal Samora
18h30 – TITÃS, A VIDA ATÉ PARECE UMA FESTA de Branco Mello e Oscar Rodrigues Alves
20h30 – ROCK BRASÍLIA – ERA DE OURO de Vladimir Carvalho

14/01 sábado
15h00 – FILHOS DE JOÃO – O ADMIRÁVEL MUNDO NOVO BAIANO de Henrique Dantas
16h30 – DAQUELE INSTANTE EM DIANTE de Rogério Velloso
18h30 – SAMBA RIACHÃO de Jorge Alfredo
20h30 – FABRICANDO TOM ZÉ de Décio Matos Jr.

15/01 domingo
15h00 – CARTOLA de Hilton Lacerda e Lírio Ferreira
17h00 – ROCK BRASÍLIA – ERA DE OURO de Vladimir Carvalho
19h00 – LOKI – ARNALDO BAPTISTA de Paulo Henrique Fontenelle

Centro Cultural Banco do Brasil – São Paulo
Rua Álvares Penteado 112, Centro – (11) 3113.3651 – entrada: R$ 4,00 e R$ 2,00

“Augustas: chegando, finalmente!

Meus amigos, o longa-metragem “Augustas” está em fase de finalização e deve ter sua primeira cópia entre final de dezembro e início de janeiro.

O processo de montagem deu um foco mais definido à narrativa, e estamos todos os envolvidos (montador, diretor, etc) muito satisfeitos.

E já começam as negociações para sua exibição. Primeiro, festivais e eventos; depois, salas comerciais.

Aguardem.

(na foto, cena do filme com Mário Bortolotto, Carolina Abras e Henrique Schafer)

Festival de Arte em Mídias Móveis: inscrições abertas

Já estão abertas as inscrições para a terceira edição do Vivo arte.mov – Festival Internacional de Arte em Mídias Móveis. Há duas categorias: Mostra Competitiva (para obras com duração de 20 segundos a três minutos, concluídas entre janeiro de 2007 e setembro de 2008, realizadas em quaisquer tipos de mídia ou suporte na captação das imagens) e o Prêmio Especial Mídias Locativas, no qual participam projetos que explorarem as possibilidades criativas das mídias móveis (celular, palms, GPS, computadores portáteis, etc) e sua relação com os espaços públicos. Nesta última categoria são priorizadas propostas em desenvolvimento ou pouco difundidas, em diferentes modalidades de apoio: um investimento no valor de R$ 13 mil para um trabalho a ser apresentado no período do festival ; suporte financeiro para um número limitado de outros projetos (trabalhos de custo menor, auxílio para finalização de trabalhos em desenvolvimento, etc.); ou ainda projetos que não requerem apoio financeiro do festival (trabalhos já finalizados)

Os selecionados concorrem aos seguintes prêmios:
    * 1º lugar: R$ 10 mil;
    * 2º lugar: R$ 7 mil;
    * 3º lugar: R$ 5 mil;
    * Prêmio Especial (para cliente Vivo): R$ 2 mil;
    * Prêmio do Júri Popular: R$ 1 mil.
 
As inscrições podem ser feitas através do website do evento até 5 de setembro (mídias locativas) e 4 de outubro (mostra competitiva.
 
O Vivo arte.mov – Festival Internacional de Arte em Mídias Móveis acontece em Belo Horizonte, de 21 a 25 de novembro.
Abaixo O Paradoxo da Espera do Ônibus (de Christian Caselli), 2º colocado na edição de 2007 do evento, e ant.mov (Nélio Costa), prêmio do público na mesma edição.

Os melhores documentários de todos os tempos

Foi anunciado o mais recente ranking dos 25 melhores documentários de todos os tempos. A responsabilidade é da prestigiada IDA – International Documentary Association (Associação International de Documentários).
 
Um destaque positivo: os irmãos Albert e David Maysles emplacaram nada menos que três filmes, entre eles o histórico Gimme Shelter, com os Rolling Stones (ok, Michael Moore também tem três aparições, mas ele é um sensacionalista e oportunista picareta, para dizer o mínimo).
 
Um destaque negativo: a limitação dos vontantes da associação – exceto um Wim Wenders, um Alain Resnais e o Migração Alada, só dá produção norte-americana (até o filme do Werner Herzog é produção made in USA).
Segue a lista (sem dúvida, uma bela sugestão para uma dvdteca documental); ao final, trailer do campeão Basquete Blues.   

1. Basquete Blues (Hoop Dreams) - Steve James, 1994
2.
A Tênue Linha da Morte (The Thin Blue Line) - Errol Morris, 1988
3. Tiros em Columbine (Bowling for Columbine) - Michael Moore, 2002
4. SpellboundJeffery Blitz, 2002
5. Harlan County, Uma Tragédia Americana (Harlan County, USA) - Barbara Kopple, 1976
6. Uma Verdade Inconveniente (An Inconvenient Truth) - Davis Guggenheim, 2006
7. CrumbTerry Zwigoff, 1994
8. Gimme ShelterAlbert Maysles, David Maysles & Charlotte Zwerin, 1970
9. Sob a Névoa da Guerra (The Fog of War: Eleven Lessons from the Life of Robert S. McNamara) - Errol Morris, 2003
10. Roger e Eu (Roger and Me) - Michael Moore, 1989
11. Super Size Me – A Dieta do Palhaço (Super Size Me) - Morgan Spurlock, 2004
12. Don’t Look BackD. A. Pennebaker, 1967
13. SalesmanAlbert MayslesDavid Maysles & Charlotte Zwerin, 1968
14. Koyaanisqatsi: Vida em Desiquilíbrio (Koyaanisqatsi: Life Out of Balance) - Godfrey Reggio, 1982
15. Sherman’s MarchRoss McElwee, 1986
16. Grey GardensAlbert Maysles, David Maysles, Ellen Hovde & Muffie Meyer, 1975
17. Na Captura dos Friedmans (Capturing the Friedmans) - Andrew Jarecki, 2003
18. Born into Brothels: Calcutta’s Red Light Kids - Ross Kauffman & Zana Briski, 2004
19. Titticut FolliesFrederick Wiseman, 1967
20. Buena Vista Social ClubWim Wenders, 1999
21. Fahrenheit 9/11Michael Moore, 2004
22. Migração Alada (Le Peuple Migrateur / Winged Migration) - Jacques Perrin, Jacques Cluzaud e Michel Debats, 2001
23. O Homem Urso (Grizzly Man) - Werner Herzog, 2005
24. Noite e Nevoeiro (Nuit et Brouillard / Night and Fog) - Alain Resnais, 1955
25. Woodstock: Onde Tudo Começou (Woodstock) - Michael Wadleigh, 1970

Música para começar a semana # 2: “Just A Song About Ping Pong”

Música dos Operation Please, banda novíssima da Austrália: Just A Song About Ping Pong transborda imenso grau de energia, típica dos que são muito jovens – a violinista (!) Taylor Henderson tem 16 anos, o baterista Tim Commandeur, 17 (mas aparenta muito menos), o baixista Ashley McConnell + a tecladista Sarah Gardiner têm 18, e a vocalista Amandah Wilkinson, 19.O grupo começou a se destacar ao abrir as apresentações australianas de gente como Kaiser Chiefs, Arctic Monkeys, Maxïmo Park e Go! Team, chegando neste verão europeu a ser escalado para  imprtantes festivais da Inglaterra.    

 
Formado em 2007 para um ‘battle of the bands’ do colégio onde estudavam, o Operation Please tem um álbum, Yes Yes Vindictive, lançado em dezembro do ano passado na Austrália e em março deste ano na Grá-Bretanha (pela Virgin/EMI).
 
Agradecimentos ao bom gosto de Flávia Durante, em cujas discotecagens eu conheci a banda. 
A letra e o videoclipe seguem abaixo.
 

It’s just a song
It’s just a song
It’s just a song
It’s just a song
It’s just a song about Ping Pong
Money order money order hear it today
I got another fifteen seconds and I’m ready to play I say
Money order money order hear it today
I got another fifteen seconds and I’m ready to play I say
I got my got my got my got my racket in hand
Not leaving till I play don’t think you understand
With that dirty dirty dirty dirty look on your face
I bet you know beef jerky has an after taste GO!

Money order money order hear it today
I got another fifteen seconds and I’m ready to play I say
Money order money order hear it today
I got another fifteen seconds and I’m ready to play I say
I got my got my got my got my racket in hand
Not leaving till I play don’t think you understand
With that dirty dirty dirty dirty look on your face
I bet you know beef jerky has an after taste GO!

If I know you’re running
Then I know you’re hiding
If I know you’re running
Then I know you’re hiding
If I know you’re running
Then I know you’re hiding
If I know you’re running

CHEATER
You’re favouritising the
I said LIAR
Opposing team
I said CHEATER
You’re favouritising the
I said LIAR
Opposing team
I said CHEATER
You’re favouritising the
I said LIAR
Opposing team
I said CHEATER
You’re favouritising the
I said LIAR
Opposing team

If I know you’re running
Then I know you’re hiding
If I know you’re running
Then I know you’re hiding
If I know you’re running
Then I know you’re hiding
If I know you’re running

CHEATER
You’re favouritising the
I said LIAR
Opposing team
I said CHEATER
You’re favouritising the
I said LIAR
Opposing team
I said CHEATER
You’re favouritising the
I said LIAR
Opposing team
I said CHEATER
You’re favouritising the
I said LIAR
Opposing team

(Hook)
It’s just a song
It’s just a song
It’s just a song
It’s just a song
It’s just a song about Ping Pong.

It’s just a song
It’s just a song
It’s just a song
It’s just a song
It’s just a song about Ping Pong.

 

 

 

 

Para apreciar num domingão # 4: Glauber Rocha x Di Cavalcanti x Jorge Ben Jor x Vinícius de Morais x Lamartine Babo x Augusto dos Anjos x Paulinho da Viola x Pixinguinha

Vencedor de prêmio especial do júri no Festival de Cannes, o inovador curta-metragem realizado em 1977 por Glauber Rocha Di foi feito improvisadamente quando da morte de Di Cavalcanti – e posteriormente interditado judicialmente a pedido da família do pintor.  
O filme explode as estruturas do gênero documentário em um turbilhão de colagens, que incluem músicas, notícias de jornal, obras de arte, intervenções, performances e a onipresença genial de seu realizador.  
Seu título original é “Ninguém Assistiu ao Formidável Enterro de Sua Última Quimera; Somente a Ingratidão, Essa Pantera, Foi Sua Companheira Inseparável”, tirado de versos de Augusto dos Anjos.
Quando de sua primeira exibição, em 11 de março de 1977 na Cinemateca do MAM (RJ), foi distribuído um texto de Glauber Rocha mimeografado intitulado Di (Das) Mortes:
“A morte é um tema festivo pros mexicanos, e qualquer protestante essencialista como eu não a considera tragedya . . Em Terra em Transe o poeta Paulo Martins recitava que convivemos com a morte…etc… dentro dela a carne se devora – e o cangaceiro Corisco, em Deus e o Diabo na Terra do Sol, morre profetizando a ressurreição do sertão no mar que vira sertão que vira mar…
Matei muitos personagens? Eles morreram por conta própria, engendrados e sacrificados por suas próprias contradições: cada massacre dialético que enceno e monto se autodefine na síntese fílmica, e do expurgo sobram as metáforas vitais.
As armas de fogo, facas e lanças são os objetos mortais usados por meus personagens, mas a rainha Soledad bebe simbolicamente veneno no final de
Cabeças Cortadas e os mercenários de O Leão de Sete Cabeças são enforcados. Em Câncer, Antônio Pitanga estrangula Hugo Carvana, assim como Carvana se suicida em Terra em Transe. Em Claro foi usado um canhão para matar um mercenário no Vietnam e dois personagens morrem afogados em Barravento, além das multidões incalculáveis massacradas por Sebastião, Corisco, Diaz, etc.
Filmar meu amigo Di morto é um ato de humor modernista-surrealista que se permite entre artistas renascentes: Fênix/Di nunca morreu. No caso o filme é uma celebração que liberta o morto de sua hipócrita-trágica condição. A Festa, o Quarup – a ressurreição que transcende a burocracia do cemitério. Por que enterrar as pessoas com lágrimas e flores comerciais? Meu filme, cujo título, dado por Alex Viany, é Di-Glauber, expõe duas fases do ritual: o velório no Museu de Arte Moderna e o sepultamento no Cemitério São João Batista. É assim que sepultamos nossos mortos.
Chocado pela tristeza de um ato que deveria ser festivo em todos os casos (e sobretudo no caso de um gênio popular como Emiliano di Cavalcanti) projetei o Ritual Alternativo; Meu Funeral Poético, como Di gostaria que fosse, lui. . . o símbolo da Vida…
No campo metafórico transpsicanalítico materializo a vitória de São Jorge sobre o Dragão. E, no caso de uma produção independente, por falta de tempo e dinheiro, e dada a urgência do trabalho, eu interpreto São Jorge (desdobrado em Joel Barcelos e Antônio Pitanga) e Di-O Dragão. Mas curiosamente Eu Sou Orfeu Negro (Pitanga) e Marina Montini, dublemente Eurídice (musa de Di), é a Morte. Meus flash-backs são meu espelho e o espelho ocupa a segunda parte do filme, inspirado pelo Reflexos do Baile, de Antônio Callado, e Mayra, de Darcy Ribeiro. Celebrando Di recupero o seu cadáver, e o filme, que não é didático, contribui para perpetuar a mensagem do Grande Pintor e do Grande Pajé Tupan Ará, Babaraúna Ponta-de-Lança Africano, Glória da Raça Brazyleira!
A descoberta poética do final do século será a materialização da Eternidade.”
Quando o blog Ilustrada no Cinema pediu-me uma listinha dos filmes que mais me marcaram para a seção Filmoteca, não tive dúvida em colocar Di ao lado de Cidadão Kane (Citizen Kane, Orson Welles, 1941), Gritos e Sussurros (Viskningar och Rop, Ingmar Bergman, 1972), O Estado das Coisas (Der Stand der Dinge, Wim Wenders, 1982) e Limite (Mário Peixoto, 1930).
Di continua vibrante, comprove (está em duas partes):

Música ao vivo para filmes silenciosos

Com performances musicais a cargo de Alberto Marsicano, Cid Campos, Duoportal, Jorge Pena, Laércio de Freitas, Loop B, Unholly Quartet e Livio Tragtenberg (também o curador do evento) que acompanham a exibição de vinte filmes, acontece de 8 a 17 de agosto na Cinemateca Brasileira a segunda edição da Jornada Brasileira de Cinema Silencioso. programação está dividida em cinco seções:
 
Chaplin Club: 80 anos, uma homenagem à primeira iniciativa brasileira para discutir o cinema enquanto manifestação cultural e artística, com destaque para Aurora (Sunrise, 1927), de F.W. Murnau, Braza Dormida (1928, em cópia nova colorida), de Humberto Mauro, e Limite (1931), de Mário Peixoto;
 
- Paolo Cherchi Usai apresenta…, reunindo preciosidades do cinema silencioso universal, como A Trindade Maldita (The Unholy Three, 1925), de Tod Browning;
 
- Clássicos Japoneses, uma seleção de clássicos silenciosos do cinema japonês, com títulos assinados por Kenji Mizoguchi, Tomu UchidaMinoru Murata e Yasujiro Ozu;   
 
- Destaques de Pordenone, um espaço para a Giornate del Cinema Muto, de Pordedone (Itália), o maior evento mundial do gênero; e 
 

El Puño de Hierro (1927)

El Puño de Hierro (1927)

- Janela para a América Latina, com o muito curioso mexicano El Puño de Hierro (1927), de Gabriel García Moreno, filme em que um jovem, ao ser inoculado por uma injeção de morfina, tem um sonho cheio de peripécias que misturam influências dos seriados de aventura, de filmes de gângster e das fitas “ousadas” produzidas no período em vários países do mundo. 

A entrada é franca, o objetivo é “reproduzir e atualizar o formato do espetáculo cinematográfico nas primeiras décadas do século 20″ e o evento é único, inventivo e envolvente.
 
Aqui, na íntegra, A Trindade Maldita.

julho 2014
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