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Festival de Arte em Mídias Móveis: inscrições abertas

Já estão abertas as inscrições para a terceira edição do Vivo arte.mov – Festival Internacional de Arte em Mídias Móveis. Há duas categorias: Mostra Competitiva (para obras com duração de 20 segundos a três minutos, concluídas entre janeiro de 2007 e setembro de 2008, realizadas em quaisquer tipos de mídia ou suporte na captação das imagens) e o Prêmio Especial Mídias Locativas, no qual participam projetos que explorarem as possibilidades criativas das mídias móveis (celular, palms, GPS, computadores portáteis, etc) e sua relação com os espaços públicos. Nesta última categoria são priorizadas propostas em desenvolvimento ou pouco difundidas, em diferentes modalidades de apoio: um investimento no valor de R$ 13 mil para um trabalho a ser apresentado no período do festival ; suporte financeiro para um número limitado de outros projetos (trabalhos de custo menor, auxílio para finalização de trabalhos em desenvolvimento, etc.); ou ainda projetos que não requerem apoio financeiro do festival (trabalhos já finalizados)

Os selecionados concorrem aos seguintes prêmios:
    * 1º lugar: R$ 10 mil;
    * 2º lugar: R$ 7 mil;
    * 3º lugar: R$ 5 mil;
    * Prêmio Especial (para cliente Vivo): R$ 2 mil;
    * Prêmio do Júri Popular: R$ 1 mil.
 
As inscrições podem ser feitas através do website do evento até 5 de setembro (mídias locativas) e 4 de outubro (mostra competitiva.
 
O Vivo arte.mov – Festival Internacional de Arte em Mídias Móveis acontece em Belo Horizonte, de 21 a 25 de novembro.
Abaixo O Paradoxo da Espera do Ônibus (de Christian Caselli), 2º colocado na edição de 2007 do evento, e ant.mov (Nélio Costa), prêmio do público na mesma edição.

Música ao vivo para filmes silenciosos

Com performances musicais a cargo de Alberto Marsicano, Cid Campos, Duoportal, Jorge Pena, Laércio de Freitas, Loop B, Unholly Quartet e Livio Tragtenberg (também o curador do evento) que acompanham a exibição de vinte filmes, acontece de 8 a 17 de agosto na Cinemateca Brasileira a segunda edição da Jornada Brasileira de Cinema Silencioso. programação está dividida em cinco seções:
 
– Chaplin Club: 80 anos, uma homenagem à primeira iniciativa brasileira para discutir o cinema enquanto manifestação cultural e artística, com destaque para Aurora (Sunrise, 1927), de F.W. Murnau, Braza Dormida (1928, em cópia nova colorida), de Humberto Mauro, e Limite (1931), de Mário Peixoto;
 
Paolo Cherchi Usai apresenta…, reunindo preciosidades do cinema silencioso universal, como A Trindade Maldita (The Unholy Three, 1925), de Tod Browning;
 
Clássicos Japoneses, uma seleção de clássicos silenciosos do cinema japonês, com títulos assinados por Kenji Mizoguchi, Tomu UchidaMinoru Murata e Yasujiro Ozu;   
 
Destaques de Pordenone, um espaço para a Giornate del Cinema Muto, de Pordedone (Itália), o maior evento mundial do gênero; e 
 

El Puño de Hierro (1927)

El Puño de Hierro (1927)

Janela para a América Latina, com o muito curioso mexicano El Puño de Hierro (1927), de Gabriel García Moreno, filme em que um jovem, ao ser inoculado por uma injeção de morfina, tem um sonho cheio de peripécias que misturam influências dos seriados de aventura, de filmes de gângster e das fitas “ousadas” produzidas no período em vários países do mundo. 

A entrada é franca, o objetivo é “reproduzir e atualizar o formato do espetáculo cinematográfico nas primeiras décadas do século 20” e o evento é único, inventivo e envolvente.
 
Aqui, na íntegra, A Trindade Maldita.

Não perca “Trás-os-Montes” na mostra do Novo cinema português

Com influências palpáveis do neo-realismo italiano e a nouvelle vague francesa, o cinema novo de Portugal é atração da mostra Os Verdes Anos do Cinema Português, que acontece de 30 de julho a 17 agosto no CCBB-SP.

"Trás-os-Montes" (1976), de Margarida Cordeiro e António Reis

"Trás-os-Montes" (1976), de Margarida Cordeiro e António Reis

 

Recomendo o maravilhoso Trás-os-Montes (1976), de Margarida CordeiroAntónio Reis, uma radical e pioneira incursão pela linha tênue entre documentário e ficção que teve sucesso em diversos festivais pelo mundo: Veneza, Roterdã, Pesaro, Manheim, Toulon e na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo por duas vezes: em 1978 (onde o conheci) e 2005.
O Cinema Novo lusitano eclodiu no início da década de 1960, rompendo com a vinculação à ideologia vigente e se assumindo como vanguarda. Outros destaques do evento são obras assinadas por Manoel de Oliveira (Acto da Primavera, 1963), Paulo Rocha (Os Verdes Anos, 1963, filme seminal do movimento), António da Cunha Telles (O Cerco, 1970) e João César Monteiro (Veredas, 1978).

Trata-se de um cliclo para descobertas obrigatórias. (abaixo, dois trechos de Trás-os-Montes)

 

 

*** Programação ***
 
30/07 (quarta-feira)
17h00 – O Recado, de José Fonseca e Costa
19h00 – Sofia e a Educação Sexual, de Eduardo Geada
           
31/07 (quinta feira)
17h00 – Dom Roberto, de Ernesto de Souza
19h00 – Perdido por Cem, de António Pedro Vasconcelos
 
1º/08 (sexta feira)
17h00 – O Mal-amado, de Fernando Matos Silva
19h00 – Almada Negreiros, de António de Macedo
            Domingo à Tarde, de António de Macedo
 
2/08 (sábado)
17h00 – Acto da Primavera, de Manoel de Oliveira
19h00 – Verdes  Anos, de Paulo Rocha
 
3/08 (domingo)
17h00 – Belarmino, de Fernando Lopes
19h00 – Trás-os-Montes, Margarida Cordeiro e António Reis
 
6/08 (quarta-feira)
17h00 – O Cerco, de António Cunha Telles  
19h00 – debate: “Na Rota dos Cinemas-Novos”, com Carolin Overhoff, Mauro Rovai, Luiz Carlos de Oliveira Jr. e Liciane Mamede
 
7/08 (quinta-feira)
17h00 – A Promessa, de António de Macedo
19h00 – Belarmino, de Fernando Lopes
 
8/08 (sexta-feira)
17h00 – Dom Roberto, de Ernesto de Souza
19h00 – Uma Abelha na Chuva, de Fernando Lopes

9/08 (sábado)
17h00 – Veredas, de João César Monteiro
19h00 – Trás-os-Montes, de Margarida Cordeiro e António Reis
 
10/08 (domingo)
17h00 – OCerco, de António Cunha Telles  
19h00 – Acto da Primavera, de Manoel de Oliveira
 
13/08 (quarta-feira)
17h00 – O Mal-amado, de Fernando Matos Silva
19h00 – Perdido por Cem, de António Pedro Vasconcelos
 
14/08 (quinta-feira)
17h00 – O Recado, de José Fonseca e Costa
19h00 – Almada Negreiros, de António de Macedo
            Domingo à Tarde, de António de Macedo
 
15/08 (sexta-feira)
17h00 – A Promessa, de António de Macedo
19h00 – Sofia e a Educação Sexual, de Eduardo Geada
 
16/08 (sábado)
17h00 – Verdes  Anos, de Paulo Rocha
19h00 – Perdido por Cem, de António Pedro Vasconcelos
 
17/08 (domingo)
17h00 – O Cerco, de António Cunha Telles  
19h00 – Uma Abelha na Chuva, de Fernando Lopes


Eduardo Coutinho vence Festival Latino-Americano de SP

*** Prêmio do Público
Jogo de Cena – Eduardo Coutinho (Brasil)

*** Prêmio da Crítica
Estrelas – Federico León e Marcos Martinez (Argentina)

menção especial
Serras da Desordem – Andrea Tonacci (Brasil)

menções honrosas
A Noiva Errante – Ana Katz (Argentina)
M – Nicolas Prividera (Argentina)
Partes Usadas – Aaron Fernandez (México)
Sonhos Distantes – Alejandro Legaspi (Peru)
 
júri: Maria do Rosário Caetano (presidente), Cesar Zamberlan, Paulo Santos Lima e Sergio Alpendre

*** Prêmio Jovem Realizador [melhor curta-metragem da mostra das escolas de cinema] 
Cômodo – Juan Carlos Zapata, Universidad del Cine (Argentina) 

menção honrosa: 

Hamac Caziim – Jerónimo Barriga, Centro Universitario de Estudos Cinematográficos (México)

júri: João Batista de Andrade (presidente), Aaron Fernandez, Alejandro Legaspi, Ícaro Martins e Malu Viana

 

Encontro inédito

Flagrante colhido momentos antes do debate inédito que aconteceu sexta-feira última no 3º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo e reuniu Cao Guimarães, Eduardo Coutinho e Cláudio Assis.
Cao Guimarães, Eduardo Coutinho e Cláudio Assis / foto Tuca Vieira

Cao Guimarães, Eduardo Coutinho e Cláudio Assis / foto Tuca Vieira

 

 

 

“A Mulher do Bandido”, retrospectiva da carreira de Helena Ignez

“A Mulher do Bandido” é uma sensacional retrospectiva da carreira da atriz e diretora Helena Ignez que está em cartaz a partir desta segunda-feira, às 20h30, no Cinesesc (Rua Augusta 2075, Jardins, São Paulo), com entrada franca.
Na abertura é projetada cópia nova de A Mulher de Todos (1969), dirigido por Rogério Sganzerla, no qual Helena interpreta a mitológica Ângela Carne e Osso.

Angêla Carne e Osso

Angêla Carne e Osso

A retrospectiva acontece até o dia 17 de julho, com entrada franca. Entre os destaques estão O Bandido da Luz Vermelha (também de Rogério Sganzerla), O Padre e a Moça (Joaquim Pedro de Andrade) e Cara a Cara (Júlio Bressane).
Cinema – PROJEÇÕES em 35 mm
 
Dia 15/07 – Terça
15h – A Grande Feira – Direção: Roberto Pires – 35mm PB 94 min. 1961
17h – O Padre e a Moça – Direção: Joaquim P. de Andrade – 35mm PB 94 min. 1966
19h – Cara a Cara – Direção: Julio Bressane – 35mm PB 80 min. 1967
 21h -O Bandido da Luz Vermelha – Direção: Rogério Sganzerla – 35mm PB 92 min. 1968.
 
Dia 16/07 – Quarta
15h – Perigo Negro – Direção: Rogério Sganzerla – 35mm COR 27 min. 1992 /
        -Barão Olavo, o horrível – Direção: Julio Bressane – 35mm COR 70 min. 1970
17h – Nem Tudo é Verdade – Direção: Rogério Sganzerla – 35mm COR/PB 95 min.1985
19h – São Jerônimo – Direção: Julio Bressane – 35mm COR 79 min. 1998
21 – Os Monstros de Babaloo – Direção: Elyseu Visconti – 35mm PB 120 min. 1970Dia 17/07 – Quinta
15h – O Assalto ao Trem Pagador – Dir: Roberto Farias – 35mm PB 103 min. 1962 – DVD
17h – O Signo do Caos – Direção: Rogério Sganzerla – 35mm COR/PB 80 min. 2003
19h – Copacabana Mon Amour – Direção: Rogério Sganzerla – 35mm COR 96 min. 1970
21h Almas Passantes – Direção: Ilana Feldman e Cléber Eduardo – 35 mm cor 15 min 2008
/ A Mulher de Todos – Direção: Rogério Sganzerla – 35mm COR/PB 87 min. 1969    

Auditório – PROJEÇÕES em DVD15/07 – Terça
16h- O Pátio – Direção: Glauber Rocha 16 mm PB 11 min. 1959
        Perdi a Cabeça na Linha do Trem – Dir: Estevão C. Pantoja -16mm COR 14 min. 1992 
        Helena Zero- Direção e roteiro: Joel Pizzini Video COR/PB 34 min. 2006
18h Cuidado, Madame – Direção: Julio Bressane – 16mm COR 70 min. 1970 /
       Elogio da Luz – Direção: Joel Pizzini e Paloma Rocha –  Video COR/PB 54 min. 2004
 
17/07 – Quinta
16h – B2 – Direção: Rogério Sganzerla e Sylvio Renoldi – 35mm PB 11 min. 2001
          A Miss e o Dinossauro 2005 Direção: Helena Ignez – Super-8 COR 18 min. 2005
         Reinvenção da Rua – Direção: Helena Ignez- Vídeo COR 27 min. 2003 –
         Ondas – Direção: Ninho Moraes – 35mm COR 12 min. 1986
18h – Sem Essa, Aranha – Direção: Rogério Sganzerla – 16mm COR 96 min. 1970
20h – O Grito da Terra – Direção: Olney São Paulo – 35 mm PB 83 min. 1964

 

 

 

Festivais: inveja e orgulho

Ontem estive envolvido em duas conversas muito animadoras, durante o 3º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo.
A primeira foi com Sérgio Wolf, cineasta (seu último longa-metragem é Yo No Sé Qué Me Han Hecho Tus Ojos, de 2003), curador e, desde o final de 2007, diretor do Festival de Cinema Independente de Buenos Aires – Bafici. O evento nasceu praticamente junto com a “buena onda” do cinema argentino, revelando-o e estimulando-o (atualmente apoia a finalização de três longas por ano. Mais legal ainda, o festival foca em cineastas à margem e promove retrospectivas dedicadas a filmografias experimentais, políticas e homossexuais, por exemplo. E alcança a impressionante marca de 200 mil espectadores.
Aí só me restou parabenizá-lo – e morrer de inveja.
Na mesma noite, pouco tempo depois, a atriz Djin Sganzerla me relata de sua emoção com a sessão de Copacabana, Mon Amour (dirigido em 1970 por Rogério Sganzerla, pai de Djin), que aconteceu no Memorial da América Latina. Centenas de pessoas na platéia, todo mundo acompanhando o radical filme com a maior atenção e, no final, abordando-a com questões cheias de interesse. A atriz – considerada por muitos como a “nova musa do novo cinema brasileiro”, agradeceu e parabenizou muitas vezes o Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo por conseguir mobilizar tanta gente para um filme tão radical.
Aí, a inveja que sentia do evento argentino diminui e foi substituída por um tanto de orgulho.
Assista abaixo cena de Copacana, Mon Amour.

agosto 2017
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