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Gotham City by Tuca Vieira

Tuca Vieira, notável fotógrafo cujas imagens tornam obrigatório o livro São Paulo (Coleção Cidades Brasileiras, Publifolha) e autor das fotos de cena do longa-metragem Augustas, envia solidariedade à minha nova vida longe da metrópole paulistana (já que estou trabalhando e morando no Rio de Janeiro nos dias úteis): uma imagem (abaixo) com o subject “para você ficar com saudades de Gotham City”.

Valeu.

Tuca Vieira

foto: Tuca Vieira

Música para começar a semana: “Thou Shalt Always Kill”

Incrível a música Thou Shalt Always Kill, dos endiabrados Dan Le Sac vs Scroobius Pip (a “dupla inglesa tem discurso sério, mas despojado”, segundo a rraurl): letra divertida (abaixo) e videoclipe estimulantes (mais abaixo). 
No profile deles no myspace tem um remix legal, mas o original é insuperável!

Prestei atenção na faixa ouvindo-a na coletânea Un Été 2008, da gloriosa revista francesa Les Inrockuptibles.

Thou shalt not put musicians and recording artists on ridiculous pedestals no matter how great they are or were.
The Beatles – Were just a band.
Led Zepplin – Just a band.
The Beach Boys – Just a band.
The Sex Pistols – Just a band.
The Clash – Just a band.
Crass – Just a band.
Minor Threat – Just a band.
The Cure – Just a band.
The Smiths – Just a band.
Nirvana – Just a band.
The Pixies – Just a band.
Oasis – Just a band.
Radiohead – Just a band.
Bloc Party – Just a band.
The Arctic Monkeys – Just a band.
The Next Big Thing – JUST A BAND.

Thou shalt give equal worth to tragedies that occur in non-english speaking countries as to those that occur in english speaking countries.
Thou shalt remember that guns, bitches and bling were never part of the four elements and never will be.
Thou shalt not make repetitive generic music, thou shalt not make repetitive generic music, thou shalt not make repetitive generic music, thou shalt not make repetitive generic music.
Thou shalt not pimp my ride.
Thou shalt not scream if you wanna go faster.
Thou shalt not move to the sound of the wickedness.
Thou shalt not make some noise for Detroit.
When I say “Hey” thou shalt not say “Ho”.
When I say “Hip” thou shalt not say “Hop”.
When I say, he say, she say, we say, make some noise – kill me.
Thou shalt not quote me happy.
Thou shalt not shake it like a polaroid picture.
Thou shalt not wish you girlfriend was a freak like me.
Thou shalt spell the word “Pheonix” P-H-E-O-N-I-X not P-H-O-E-N-I-X, regardless of what the Oxford English Dictionary tells you.
Thou shalt not express your shock at the fact that Sharon got off with Bradley at the club last night by saying “Is it”.
Thou shalt think for yourselves.

And thou shalt always kill.

Não perca “Trás-os-Montes” na mostra do Novo cinema português

Com influências palpáveis do neo-realismo italiano e a nouvelle vague francesa, o cinema novo de Portugal é atração da mostra Os Verdes Anos do Cinema Português, que acontece de 30 de julho a 17 agosto no CCBB-SP.

"Trás-os-Montes" (1976), de Margarida Cordeiro e António Reis

"Trás-os-Montes" (1976), de Margarida Cordeiro e António Reis

 

Recomendo o maravilhoso Trás-os-Montes (1976), de Margarida CordeiroAntónio Reis, uma radical e pioneira incursão pela linha tênue entre documentário e ficção que teve sucesso em diversos festivais pelo mundo: Veneza, Roterdã, Pesaro, Manheim, Toulon e na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo por duas vezes: em 1978 (onde o conheci) e 2005.
O Cinema Novo lusitano eclodiu no início da década de 1960, rompendo com a vinculação à ideologia vigente e se assumindo como vanguarda. Outros destaques do evento são obras assinadas por Manoel de Oliveira (Acto da Primavera, 1963), Paulo Rocha (Os Verdes Anos, 1963, filme seminal do movimento), António da Cunha Telles (O Cerco, 1970) e João César Monteiro (Veredas, 1978).

Trata-se de um cliclo para descobertas obrigatórias. (abaixo, dois trechos de Trás-os-Montes)

 

 

*** Programação ***
 
30/07 (quarta-feira)
17h00 – O Recado, de José Fonseca e Costa
19h00 – Sofia e a Educação Sexual, de Eduardo Geada
           
31/07 (quinta feira)
17h00 – Dom Roberto, de Ernesto de Souza
19h00 – Perdido por Cem, de António Pedro Vasconcelos
 
1º/08 (sexta feira)
17h00 – O Mal-amado, de Fernando Matos Silva
19h00 – Almada Negreiros, de António de Macedo
            Domingo à Tarde, de António de Macedo
 
2/08 (sábado)
17h00 – Acto da Primavera, de Manoel de Oliveira
19h00 – Verdes  Anos, de Paulo Rocha
 
3/08 (domingo)
17h00 – Belarmino, de Fernando Lopes
19h00 – Trás-os-Montes, Margarida Cordeiro e António Reis
 
6/08 (quarta-feira)
17h00 – O Cerco, de António Cunha Telles  
19h00 – debate: “Na Rota dos Cinemas-Novos”, com Carolin Overhoff, Mauro Rovai, Luiz Carlos de Oliveira Jr. e Liciane Mamede
 
7/08 (quinta-feira)
17h00 – A Promessa, de António de Macedo
19h00 – Belarmino, de Fernando Lopes
 
8/08 (sexta-feira)
17h00 – Dom Roberto, de Ernesto de Souza
19h00 – Uma Abelha na Chuva, de Fernando Lopes

9/08 (sábado)
17h00 – Veredas, de João César Monteiro
19h00 – Trás-os-Montes, de Margarida Cordeiro e António Reis
 
10/08 (domingo)
17h00 – OCerco, de António Cunha Telles  
19h00 – Acto da Primavera, de Manoel de Oliveira
 
13/08 (quarta-feira)
17h00 – O Mal-amado, de Fernando Matos Silva
19h00 – Perdido por Cem, de António Pedro Vasconcelos
 
14/08 (quinta-feira)
17h00 – O Recado, de José Fonseca e Costa
19h00 – Almada Negreiros, de António de Macedo
            Domingo à Tarde, de António de Macedo
 
15/08 (sexta-feira)
17h00 – A Promessa, de António de Macedo
19h00 – Sofia e a Educação Sexual, de Eduardo Geada
 
16/08 (sábado)
17h00 – Verdes  Anos, de Paulo Rocha
19h00 – Perdido por Cem, de António Pedro Vasconcelos
 
17/08 (domingo)
17h00 – O Cerco, de António Cunha Telles  
19h00 – Uma Abelha na Chuva, de Fernando Lopes


Para apreciar num domingão 3: Wong Kar-Wai x DJ Shadow x Chang Chen x Danielle Graham

Que Wong Kar-Wai é um dos diretores mais cult da atualidade, todo mundo concorda. Que uma de suas obras-primas seja um videoclipe, talvez só eu ache – mas tudo bem, compartilho com vocês.
Feito em 2002 para a pungente música Six Days, do DJ Shadow, o clipe conta com fotografia de Christopher Doyle (colaborador de cineastas como Gus Van Sant, Barry Levinson e Philip Noyce) e tem no elenco Chang Chen (do longa-metragem O Tigre e o Dragão, dirigido por Ang Lee) e pela modelo sensação na Ásia Danielle Graham.

Segue versão em baixa resolução – existe uma melhor em http://www.youtube.com/watch?v=iZKeSNZhm18, mas ela é not embedded. Enjoy.

 
 
 
 
 
 

 

 

 

 

 

A parada das cachaças brasileiras

Tem um monte de gente que é apreciador de cachaça. Eu sou um. Estima-se que no país existam cerca de cinco mil marcas da bebida. Um ranking, elaborado há dois anos, serve de parâmetro, um verdadeiro top 20 da cachaça. Como curiosidade – e também como sugestão de presente (para mim, que tenho 60 marcas na minha coleção, ou para qualquer um que goste de beber, mesmo em tempos de lei seca) – eis o tal ranking: 

 

 
01º. Vale Verde (Betim, MG)

Vale Verde, a campeã

Vale Verde, a campeã

02º. Anísio Santiago [ex-Havana] (Salinas, MG)
03º. Canarinha (Salinas, MG)
04º. Germana (Nova União, MG)
05º. Claudionor (Januária, MG)
06º. Boazinha (Salinas, MG)
07º. Casa Bucco (Passo Velho, RS)
08º. Armazém Vieira (Florianópolis, SC)
09º. Magnífica (Miguel Pereira, RJ)
10º. Piragibana (Salinas, MG)
11º. Maria Izabel (Parati, RJ),
12º. Indaiazinha (Salinas, MG),
13º. Sapucaia Velha (Pindamonhangaba, SP)
14ª. Corisco (Parati, RJ)
15º. Mato Dentro (São Luiz do Paraitinha, SP)
16º. Lua Cheia (Salinas, MG)
17º. Abaíra (Chapada Diamantina, BA)
18º. Seleta (Salinas, MG)
19º. GRM (Araguari, MG)
20º. Volúpia (Alagoa Grande, PB)

 

 

Como trilha sonora mais que apropriada, os maravilhosos meninos do Vanguart interpretam… Cachaça!
 

Eduardo Coutinho vence Festival Latino-Americano de SP

*** Prêmio do Público
Jogo de Cena – Eduardo Coutinho (Brasil)

*** Prêmio da Crítica
Estrelas – Federico León e Marcos Martinez (Argentina)

menção especial
Serras da Desordem – Andrea Tonacci (Brasil)

menções honrosas
A Noiva Errante – Ana Katz (Argentina)
M – Nicolas Prividera (Argentina)
Partes Usadas – Aaron Fernandez (México)
Sonhos Distantes – Alejandro Legaspi (Peru)
 
júri: Maria do Rosário Caetano (presidente), Cesar Zamberlan, Paulo Santos Lima e Sergio Alpendre

*** Prêmio Jovem Realizador [melhor curta-metragem da mostra das escolas de cinema] 
Cômodo – Juan Carlos Zapata, Universidad del Cine (Argentina) 

menção honrosa: 

Hamac Caziim – Jerónimo Barriga, Centro Universitario de Estudos Cinematográficos (México)

júri: João Batista de Andrade (presidente), Aaron Fernandez, Alejandro Legaspi, Ícaro Martins e Malu Viana

 

Encontro inédito

Flagrante colhido momentos antes do debate inédito que aconteceu sexta-feira última no 3º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo e reuniu Cao Guimarães, Eduardo Coutinho e Cláudio Assis.
Cao Guimarães, Eduardo Coutinho e Cláudio Assis / foto Tuca Vieira

Cao Guimarães, Eduardo Coutinho e Cláudio Assis / foto Tuca Vieira

 

 

 


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