Atas de Marusia, clássico dirigido em 1971 pelo chileno Miguel Littín (um dos mais respeitados cineastas do mundo, não só pela obra mas também pela sua luta contra a ditadura do general Augusto Pinochet), é destaque da seção Desdobramentos do Cinema Novo do 3º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, que tem início nesta segunda-feira, 7/07.
Como ocorreu nas duas primeiras edições, o festival dedica sua mostra retrospectiva a um dos períodos mais importantes da cinematografia da região: os novos cinemas surgidos a partir dos anos 1960. Em 2008, o evento traz dez obras influenciadas pelas discussões sociais e estéticas dos novos cinemas, mas que seguiram rumos alternativos, na busca de novas linguagens e temáticas.
A representação brasileira tem como atração Copacabana, Mon Amour (1970), de Rogério Sganzerla, um dos baluartes do cinema de invenção. Ao seu lado estão também os inventivos A Herança (Ozualdo Candeias), Bang Bang (Andrea Tonacci) e A Lira do Delírio (Walter Lima Jr.).
Estão programados também O Peixe que Fuma, do venezuelano Román Chalbaud, O Lugar sem Limites, do mexicano Arturo Ripstein, e os documentários Chircales, dos colombianos Jorge Silva e Marta Rodríguez, A Patagônia Rebelde, do argentino Hector Olivera, e O País de São Saruê, do brasileiro Vladimir Carvalho.





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