Para a casa da MaRuth, interpretada pela Selma Egrei, descolamos uma locação absurda, um casarão muito especial na região entre Vila Madalena e Pinheiros, perto do Instituto Tomie Otake. O lugar tinha cara de ter tido uma vivência, uma história.
A direção de arte criou neste espaço o jardim das esculturas da MaRuth. Mas não são esculturas comuns – são de sucata industrial. O roteiro pede anjos e marés: os anjos são formas mais pontiagudas, e as marés mais arredondadas. Os desenhos são todos do diretor de arte, Rafael Ronconi, que mandou-os fazer numa serralheria. No livro, acho que as esculturas eram de pedra sabão. Demos uma “atualizada” no material, mesmo porque a pedra sabão deixaria MaRuth uma hippie fora de época. Nossa MaRuth é muito mais cool e elegante, pedia uma pordução artística mais contemporânea. As peças são cheias de espiritualidade, mas são urbanas, moderna.
O ateliê é meio ao ar livre, que tem tudo a ver com a MaRuth.
O interior teve uma iluminação muito especial, com um efeito muito “cinematográfico”. Aloysio Raulino conseguiu deixar o ambiente muito denso. A casa cenográfica é exatamente como eu imaginava que seria a verdadeira casa da MaRuth.





Sempre achei São Paulo cinematográfica. Filmes rodados aqui sempre resultam num interessante resultado e com Augustas não deve ser diferente. É muito bom acompanha seu trabalho pelo blog. Gostaria de entrar em contato com você, tem algum e-mail ou tel que posso utilizar?